Projeto de reajuste para servidores chega à Assembleia
Aprovação tem limite até 5
de abril, com publicação no Minas Gerais, com
publicação no Minas Gerais, obedecendo prazo da lei eleitoral
Dilke Fonseca - Repórter - 23/03/2010 - 17:01
O projeto de lei que reajusta os salários dos servidores públicos estaduais
chegou nesta terça-feira (23) à Assembleia Legislativa de Minas e sai publicado
nesta quarta-feira (24) no órgão oficial Minas Gerais. Ainda nesta quarta, a
previsão é de que o projeto seja analisado em três comissões - a de Constituição
e Justiça, a de Administração Pública e de Fiscalização, Financeira e
Orçamentária. A expectativa é de que ainda nesta quinta-feira (25) o projeto
seja aprovado no plenário em primeiro turno. A pressa tem motivo. Pela lei
eleitoral o reajuste tem que estar aprovado 180 dias antes da eleição. E,
portanto, até o dia 5 de abril o projeto deve ser sancionado pelo
governador e publicado no Minas Gerais.
Antes os deputados terão que apreciar oito vetos que estão travando a pauta,
além do projeto de lei que cria o núcleo gestor da Cidade Administrativa. O
bloco de oposição formado pelo PT, PMDB e PCdoB, que vem obstruindo as votações
em plenário reclamando o pagamento de emendas parlamentares e uma solução
definitiva para a situação de todos os agentes penitenciários demitidos após
greve em 2009, não deve comprometer a votação do projeto apesar de criticar o
prazo exíguo que terá para discuti-lo. O objetivo é de que o projeto esteja
aprovado até o dia 31 de março e, portanto, dentro do prazo estabelecido por
lei. Nesta terça-feira (23), o bloco vai definir sua posição em reunião.
O reajuste dos servidores públicos terá um impacto de R$ 1,167 bilhões na folha
de pagamento deste ano. Deste total, R$ 443 milhões correspondem ao reajuste de
10% no vencimento básico e na definição do piso remuneratório de R$ 935 para as
carreiras de professor e do especialista em educação básica somado à instituição
de novas tabelas de vencimento básico para as carreiras de analista educacional,
analista de educação básica, assistente técnico educacional, assistente técnico
de educação básica e assistente de educação.
Outros R$ 112 milhões com o reajuste de 10% no vencimento básico de 117
carreiras do Poder Executivo; R$ 541 milhões para o reajuste de 15% sobre a
remuneração básica dos policiais civis e militares, bombeiros militares, agentes
de segurança penitenciários e socioeducacionais; R$ 16 milhões com o reajuste
para os servidores da carreira de médico da Fhemig e R$ 54,8 milhões com o
reajuste de 10% nos vencimentos dos cargos do grupo de direção e assessoramento
da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo e para os
cargos integrantes do quadro do Tesouro Estadual e a vantagem pessoal atribuída
aos apostilados.
No ofício encaminhado ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alberto
Pinto Coelho (PP), a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, diz
que existe dotação orçamentária suficiente para atender os reajustes e está
dentro do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.