Chacina de Unaí completa 14 anos.

Mandantes, já condenados, ainda estão em liberdade.

Publicação: 01/02/2018
Última visualização: 20/05/2018 - 22:23




Auditores Fiscais do Trabalho fizeram, no dia 31 de janeiro, no Rio de Janeiro, Ato Público em memória dos três Auditores Fiscais do Trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho assassinados em 28 de janeiro de 2004

No crime foram assassinados os Auditores Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, em emboscada na zona rural de Unaí (MG), quando se dirigiam para uma fiscalização em fazenda da região. Em 2013 foram julgados os executores do crime, que cumprem suas penas em Minas Gerais.

Em 2015 foi a vez dos mandantes e intermediários serem julgados pela Justiça Federal. Eles foram condenados com penas de reclusão que chegam quase a 100 anos de prisão cada um. Mas, como réus primários, saíram do julgamento livres, pela porta da frente, e recorrem da sentença no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Enquanto a vida dos mandantes corre normalmente, as famílias das vítimas e os Auditores Fiscais do Trabalho convivem com a impunidade do crime. A Justiça não foi feita, uma vez que, mesmo condenados, os mandantes não estão cumprindo suas penas. Por isso, neste 14º ano decorrido do crime, o pedido continua sendo por Justiça, pela confirmação da sentença pelo TRF1, e pela efetiva prisão dos condenados. Só assim será fechado este triste ciclo de impunidade.

Situação dos envolvidos no crime

Os executores condenados em 2013 cumprem suas penas em dois presídios de Minas Gerais: Erinaldo Vasconcelos, Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda. Erinaldo, preso na Penitenciária José Maria Alckimim, em Ribeirão das Neves, está em regime semiaberto desde 7 de março de 2017. Rogério e William seguem reclusos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Antério Mânica e Norberto Mânica, condenados como mandantes, e Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro, condenados como intermediários, têm recursos pendentes de julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. São réus primários e recorrem em liberdade. Tentam anular a sentença de primeira instância e levar o julgamento para a Vara Federal existente em Unaí.


Fonte: DSRJSINAIT