Na sede da AFFEMG, Juca Ferreira faz palestra promovida pelo I-SEM

“A situação atual do Brasil e as eleições de 2018” foram o tema da apresentação

Publicação: 29/06/2018
Última visualização: 21/09/2018 - 20:07

O evento público, no dia 29 de junho, foi promovido pelo Núcleo de Estudos Políticos do Instituto Sérgio Miranda e durou cerca de três horas. O sociólogo, Secretário de Cultura de Belo Horizonte e Ex-Ministro da Cultura falou sobre o retrocesso político e econômico vivido no país e pôde responder a muitas perguntas e ponderações a respeito das eleições de 2018.

Segundo Juca Ferreira, o processo democrático que se estabelecia no país, desde a posse do Ex-Presidente Lula, em 2003, foi interrompido brutalmente por forças politicas neoliberais, com o impeachment da Ex-Presidente Dilma Rousseff, em 2016. Essas forças teriam sido conformadas a partir do financiamento, por parte de grandes corporações, de determinados grupos poder no congresso. “De 2016 para cá, o que se pode observar são medidas e reformas que vão contra a vontade da população, que impedem o acesso à cultura, à educação, e a condições dignas de trabalho e aposentadoria”, afirmou.

usurpação de direitos dos trabalhadores; o enfraquecimento dos sindicatos; o desmonte da educação; a desregulamentação da economia; a privatização das estatais; a legalização da exploração predatória dos recursos naturais; e a disseminação da insegurança e do medo, se apresentam, ainda de acordo com Juca Ferreira, como facetas de um projeto de entrega da soberania nacional, iniciado no golpe que destituiu presidenta Dilma.

O Secretário de Cultura também fez uma grande crítica à centralização da mídia no Brasil, que opera nas mãos de poucas famílias, fortemente ligadas ao sistema neoliberal. Para ele, um dos maiores erros do governo Lula-Dilma, foi o abandono de pautas urgentes, como a democratização da mídia e a reforma política.

Juca Ferreira encerrou sua fala respondendo a perguntas sobre as eleições de 2018. Para ele, a manobra política arquitetada para prender o Ex-Presidente Lula e tirá-lo da disputa eleitoral se apresenta como um crime contra a democracia brasileira e é preciso que a população tome consciência do seu papel neste processo. Ainda segundo ele, um possível candidato de extrema direita teria poucas chances reais de vitória. O fundamental seria analisarmos com embasamento e muito critério, nomes mais viáveis, que apresentem uma agenda progressista capaz de enfrentar o golpe que assola o país, retomar o crescimento econômico e o fortalecimento democrático. 



Fonte: AFFEMG