Saída de cena de Datena anima aliados de Doria

A desistência do apresentador de TV José Luiz Datena em concorrer a uma vaga para senador por São Paulo animou aliados do centrão (e até do PSDB), que não veem em Geraldo Alckmin o candidato dos sonhos para a disputa ao Palácio do Planalto.

Publicação: 12/07/2018
Última visualização: 23/09/2018 - 07:19

Na visão desses aliados, com Datena fora, abre-se uma vaga para que Alckmin possa candidatar-se ao Senado. Neste cenário, João Doria (PSDB) desistiria de concorrer ao governo de São Paulo e substituiria Alckmin na eleição pela Presidência da República. Agregaria assim os partidos de centro, que acreditam ser Doria mais competitivo que o ex-governador de São Paulo. Seria mais fácil até convencer o empresário Flávio Rocha (Novo) a desistir de disputar o Planalto. Ele é amigo de Doria. 

Para o governo de São Paulo, o candidato seria Paulo Skaf (MDB). 

Fogo amigo no governo Pimentel

O secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho, andou dizendo, nos bastidores, que entrega o cargo caso deputados derrubem veto a projeto de lei que trata da reformulação de carreiras na pasta dele. 
Ele quer manter o veto a seis artigos, incluídos por deputados, que mudam nomenclaturas de gestores da secretaria e promove outras alterações na carreira. 

A Fazenda alegou, quando das justificativas apresentadas à Assembleia, que a mudança poderia gerar atrito, inclusive jurídico, já que promoveria similaridade com carreira de auditor fiscal. Na prática, seria como uma promoção a muitos gestores. “A SEF, quanto ao mérito das alterações promovidas nos arts. 50 a 55 da Proposição de Lei nº 23.882, de 2017, afirmou que a mudança pretendida não se limita a modificar a denominação do cargo ‘Gestor Fazendário’ para “Gestor Fiscal da Receita Estadual”, senão aparelhar a aquisição futura de direitos próprios do cargo de ‘Auditor Fiscal da Receita Estadual’ sem o necessário e prévio concurso público. Nessa seara, restariam violados os incisos I e II do art. 37 da Constituição da República, com a efetivação de provimento derivado”, diz trecho da justificativa da Fazenda.
Mas alguns parlamentares e aliados do governo não têm lá muita simpatia por Bicalho e querem mesmo que ele saia, mesmo se o motivo defendido pelo secretário for mais que válido. 

Mal vistos
Além de Bicalho, tem muito deputado que torce o nariz para outros dois aliados de Pimentel: Odair Cunha (ex-secretário de Governo) e Helvécio Magalhães (Planejamento).

Equipe enxuta

Conforme adiantei ontem, o senador Antonio Anastasia terá uma equipe enxuta de campanha. [/TXT_COL]
“Como eu tenho dito, essa será uma campanha rápida e franciscana, com poucos recursos. Optamos, portanto, pela formação de uma equipe enxuta que trabalhará de forma harmônica, unida e eficiente sob minha coordenação. Vamos fazer uma campanha perto das pessoas, ouvindo cada um que estiver disposto a colaborar. E, assim, vamos apresentar nossa experiência e nossas propostas para reconstrução de nosso Estado. Estou motivado e animado com mais esse desafio e feliz com a equipe que constituímos”, afirmou Anastasia. Ele contará com Marcos Montes (coordenação política), Antonio Athayde (Plano de Governo) e Alexandre Silveira (Logística).

Por Amália Goulart 

Obs.:Grifo Nosso
Fonte: Jornal Hoje em Dia